A benevolência surge da capacidade de reconhecer nos outros os nossos defeitos. Da irmandade secreta entre as faltas que os outros cometem e as que cometemos. Mas tem limites. Há coisas com que já não sou assim tão tolerante. Nomeadamente, algumas falhas de carácter. Não que isto tenha mérito moral — não tem nenhum.

"A benevolência surge da capacidade de reconhecer nos outros os nossos defeitos. Da irmandade secreta entre as faltas que os outros cometem e as que cometemos. Mas tem limites. Há coisas com que já não sou assim tão tolerante. Nomeadamente, algumas falhas de carácter. Não que isto tenha mérito moral — não tem nenhum." -  João Lobo Antunes